Bolsonaro estuda possibilidade de criar uma modalidade tarifária para reduzir custos de templos religiosos com energia elétrica

MINISTRO DIZ QUE SUBSÍDIO EM ENERGIA PARA IGREJAS CUSTARIA 30 MILHÕES DE REAIS AO ANO

O ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, disse que o custo para o governo, caso haja a criação de uma modalidade tarifária diferenciada para reduzir gastos de templos religiosos com energia elétrica, seria de cerca de 30 milhões de reais por ano.

Os custos de políticas como essa são bancados pelos consumidores de energia em geral, por meio de encargo cobrado nas contas de luz que abastece a chamada Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), que é responsável por recursos para programas que incluem desde descontos para clientes de baixa renda até apoio a fontes renováveis e ao carvão mineral.

A avaliação da medida em benefício dos religiosos acontece apesar de uma alta no valor dos diversos incentivos e programas sociais bancados pelas contas de luz dos brasileiros neste ano, para 21,9 bilhões de reais.

O assunto está em avaliação também no Ministério da Economia. A criação do incentivo aos templos religiosos, se confirmada, iria na contramão de planos do próprio Ministério de Minas e Energia, que em meio a estudos para modernização da regulação do setor elétrico falou no final do ano passado em atuar pela racionalização de encargos e subsídios.