Nova modalidade cria condições que incentivam alguns usuários a adotarem novos hábitos

MAIS DE 48 MIL CONSUMIDORES ADEREM A TARIFA BRANCA NO BRASIL

Desde o dia primeiro de janeiro de 2020, a opção pela chamada tarifa branca passou a valer para todas unidades consumidoras conectadas em baixa tensão, salvo os clientes classificados como baixa renda, iluminação pública e no pagamento pré-pago. A nova modalidade cria condições que incentivam alguns usuários a adotarem novos hábitos, deslocando o consumo dos períodos de pico para aqueles em que a rede de distribuição apresenta capacidade ociosa, como pela manhã, início da tarde e madrugada, conferindo redução no valor cobrado pela energia utilizada.

Até agora, 48.077 clientes em todo o país aderiram ao novo sistema tarifário, com crescimento de 15.628 desde o final de janeiro, em números que sobem a cada mês, segundo a Aneel, apesar de representarem apenas 0,05% do número total de consumidores no país, considerado em 81 milhões. A Enel Distribuição São Paulo lidera o ranking, com 11.125 UCs, seguida pela CPFL Paulista, Light e Coelba, com 5.539, 3.539 e 3.272 respectivamente.

Para aderir à tarifa branca o consumidor precisa ter certeza se o seu perfil se adapta aos novos postos tarifários antes de formalizar sua opção junto à distribuidora da região. Essa verificação pode ser feita comparando as contas com a aplicação das duas tarifas, a partir dos hábitos e equipamentos de determinada unidade e pessoa.

A modalidade é dividida em três faixas, com cada concessionária de energia estabelecendo seus horários. No caso da Enel SP, o horário de ponta é das 17:30 às 20:29, enquanto o intermediário é das 16:30 às 17:30 e das 20:30 às 21:30. Por fim, fora do pico é considerado entre 21h30 às 16h30 do dia seguinte. No final de semana e feriados nacionais o valor é sempre cobrado da tarifa baseada no horário ocioso da rede.

Na avaliação da Agência, o momento de pandemia alterou o comportamento dos consumidores, com a demanda residencial aumentando enquanto as classes comercial e industrial mostram retração, o que invariavelmente afeta o valor da fatura de energia, seja na modalidade branca ou convencional.