Presidente da Eletrobras, Wilson Ferreira Junior, afirmou que parar a usina de Angra 3 é mais caro do que concluir.

PRESIDENTE DA ELETROBRAS FIZ QUE RETOMADA DE ANGRA 3 DEVERÁ TER COMPLIANCE EXCLUSIVO

O presidente da Eletrobras, Wilson Ferreira Junior, acenou com a contratação de um compliance específico para a retomadas das obras da usina nuclear de Angra 3, parada desde 2015. A obra da usina esteve envolvida em corrupção, revelada pela operação Lava Jato, que culminou com a prisão de executivos da Eletronuclear. “Para retomar todos os contratos, estou chamando uma empresa bem forte para ser o compliance dessa retomada”, disse.

O presidente da Eletrobras defendeu a conclusão da usina, ressaltando a sua importância para o sistema e a expertise que a Eletronuclear já possui. As usinas de Angra 1 e 2 são consideradas algumas das mais confiáveis e eficientes do mundo. “A usina está em um raio de três cidades que mais consomem energia no Brasil, Rio, Belo Horizonte e São Paulo”, explica. A falta de usina com reservatórios também foi outro motivo que na opinião do presidente da Eletrobras ela se mostra necessária, além de não poluente. Em operação, o preço da energia da térmica nuclear deslocaria a geração térmica de alto custo.

Ainda de acordo com Ferreira Junior, a obra já custou em torno de R$ 11 bilhões e deverá custar R$ 25 bilhões. Não terminar  a usina traria perdas de até 20% do valor da Eletrobras devido a baixa de valores em balanços e contratos com fornecedores. “Parar a usina é mais caro do que concluir. Para a Eletrobras e para o Brasil, concluir é  melhor solução”, ressaltou.