CONSUMO DE ENERGIA ELÉTRICA RECUA 0,5% EM DEZEMBRO


O consumo de energia elétrica recuou 0,5% em dezembro de 2019 frente ao mesmo período de 2018, passando de 62,78 mil MW médios para 62,49 mil MW médios, de acordo com informações da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE). O mercado cativo (distribuidoras) recuou 0,3% no período, de 44,84 mil MW médios para 44,72 mil MW médios, ao passo que o consumo no mercado livre caiu 0,9%, de 17,93 mil MW médios para 17,76 mil MW médios.

No mesmo intervalo de comparação, os dados da CCEE mostram redução de 2,8% e 3,3% no consumo no mercado cativo nas regiões Sudeste/Centro-Oeste e Sul, respectivamente, e um aumento de 6,2% no Nordeste e 11,17% no Norte. No mercado livre, houve queda de 4,1% no Sudeste e de 2,7% no Nordeste, parcialmente compensando pela alta de 22% no Norte e de 0,9% no Sul.

Ainda sobre o ambiente de livre contratação, destaque para o crescimento de 14,5% no consumo de energia dos clientes livres especiais (que só compram energia de fontes renováveis, como eólica e solar), passando 3,21 mil MW médios para 3,67 mil MW médios, movimento influenciado pela migração de novos consumidores nesta categoria. Por sua vez, a demanda por energia dos clientes livres convencionais caiu 2,4%, de 12,27 mil MW médios para 11,97 mil MW médios.

Entre os segmentos da economia que estão no mercado livre, excluindo a migração de novas cargas, os dados da CCEE mostram queda em praticamente todos os setores entre dezembro de 2019 e igual período de 2018. Segundo a entidade, houve forte redução de 24,7% no consumo de energia das empresas do ramo de extração de minerais metálicos. No setor químico, o recuo foi de 12,7%, no automotivo, de 9,7%, e no de papel e celulose, de 6,4%.

Considerando tanto os clientes livres já existentes em dezembro de 2018 quanto as novas cargas adicionadas ao longo de 2019, os segmentos que registraram maior crescimento de demanda no mercado livre foram: saneamento (15,5%), transporte (15,1%) e comércio (10,9%). O consumo de energia dos autoprodutores teve queda de 14,9%, para 2,06 mil MW médios.